São Paulo: Vista bonita e cachoeira nas trilhas do Parque da Cantareira

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 17/02/2016
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Uma das vistas mais bonitas da cidade de São Paulo, com não apenas os prédios que dominam na capital, mas também uma área verde linda, pode ser apreciada após uma trilha numa enorme região de mata, o Parque da Cantareira. A vista mais famosa dos arranha-céus de Sampa é do alto do famoso Edifício Itália (que eu não conheci), mas eu defendo que você percorra os caminhos do Parque da Cantareira para ver muito mais do que os edifícios. No Parque da Cantareira você conhece um outro lado da cidade, longe do barulho e tumulto típicos da maior metrópole do país.

São Paulo, vista da Pedra Grande, no Parque da Cantareira. Foto: Marcelle Ribeiro

O Parque da Cantareira fica numa região de divisa das cidades de São Paulo, Guarulhos e Mairiporã. Tem quatro núcleos, mas alguns são mais bacanas que outros. Vou falar deles na ordem de “mais interessante para o turista” para o “menos interessante para o turista”. Eu visitei os quatro no último ano e fiz as principais trilhas de cada um.

A vista de São Paulo que se tem da Pedra Grande é o maior atrativo para os turistas (é essa aí da foto de cima). Para chegar à Pedra Grande, você pode optar por entrar pelo núcleo da Pedra Grande, no bairro do Horto Florestal, na zona norte da cidade, ou pelo núcleo Águas Claras, na cidade de Mairiporã.

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Da entrada do núcleo Pedra Grande, a trilha para a Pedra Grande tem 9,5km de extensão (ida + volta), e é beeeeem íngreme (prepare as pernocas!). O caminho é todo com calçamento de pedras e largo e, como todas as trilhas de todos os núcleos do Parque da Cantareira, pode ser percorrido sem necessidade de guia algum. Há sinalização e na portaria da unidade, você pode tirar qualquer dúvida que possa ter.

O núcleo Pedra Grande é o mais frequentado pelos paulistas e você vai ver muitos orientais, crianças e até pessoas mais idosas andando até a Pedra Grande. Eu e o meu maridão levamos cerca de 1h30 para chegar até a Pedra Grande, que é uma rocha onde as pessoas sentam para ver os prédios e a área verde da Cantareira. Mas antes de ir à Pedra Grande, pegamos um pequeno desvio para ver o Lago das Carpas, que é bonitinho, mas nada demais. Para fazer todo esse passeio (subir para o Largo das Carpas + chegar à Pedra Grande + ficar um pouco lá + descer de volta), levamos umas 3h.

Maridão na trilha para a Pedra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Maridão na trilha para a Pedra Grande. Foto: Marcelle Ribeiro

Pelo núcleo Águas Claras, você chega à Pedra Grande com menos esforço físico, pois o caminho é menos íngreme (mas o nível de dificuldade é médio). O visitante começa fazendo a trilha da Suçuarana (que tem 3,7km), que inicia no portão da unidade, e desemboca naturalmente no final da trilha para a Pedra Branca. Não se preocupe, há placas fáceis indicando o caminho. Mas o núcleo Águas Claras é bem menos movimentado que o de Pedra Grande, e por vários minutos, eu, minha irmã e uma amiga caminhamos sozinhas.

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Nestes dois núcleos acima citados, não há nenhum lugar onde você possa tomar um banho refrescante, como cachoeira ou poço d’água, diferentemente das duas outras unidades do Parque da Cantareira, chamadas Engordador e Cabuçu. Mas como as cachoeiras desses outros núcleos são bem pequenas, acho que para o turista é mais bacana fazer uma das trilhas que levam à Pedra Grande. Eu, que morava em São Paulo, e vivia querendo fazer alguma coisa diferente, achei interessante ir a todos os núcleos por causa das cachoeiras, mas imagino que para os turistas elas não sejam láaaa essas coisas todas não.

O núcleo do Engordador é o que tem a cachoeira mais legal, porque apesar de pequena, dá para colocar a cabeça debaixo dela e se refrescar bem. Mas não tem um “poço” formado pela cachoeira não. A trilha para ela também é a mais tranquila que fiz em todos os núcleos (são 3km no total, ela é circular), e há menos trechos íngremes. Levamos 1h30 para fazer o percurso e eu diria que o nível de dificuldade é médio.

 

Maridão se refrescando na cachoeira do núcleo Engordador. Foto: Marcelle Ribeiro

Maridão se refrescando na cachoeira do núcleo Engordador. Foto: Marcelle Ribeiro

Outra atração legal do núcleo Engordador, que também tem em outro núcleo, o de Cabuçu, é uma represa bonita, cercada de vegetação. Mas nem se anime: não pode tomar banho lá.

Represa no núcleo Engordador do Parque da Cantareira. Foto: Marcelle Ribeiro

Represa no núcleo Engordador do Parque da Cantareira. Foto: Marcelle Ribeiro

No núcleo Engordador há, ainda, um casarão antigo com máquinas antigas, a Casa da Bomba.

Casa da Bomba, no Núcleo Engordador do Parque da Cantareira. Foto: Marcelle Ribeiro

Casa da Bomba, no Núcleo Engordador do Parque da Cantareira. Foto: Marcelle Ribeiro

Bom, por último, vou falar do núcleo Cabuçu, que fica na cidade de Guarulhos. Eu, sinceramente, não recomendo a visita. Primeiro porque a trilha é super puxada, com muitos trechos íngremes. São 5,2km de trilha (ida + volta). Cansa pacas! Segundo: porque a recompensa é meio mixuruca. Ao final da trilha chega-se a uma cachoeira baixinha, onde não dá para enfiar a cabeça e tomar banho. E não tem nem um poço para se molhar direito. Tivemos que “deitar” na areia para nos molharmos. Ah, e a área da cachoeira é pequenininha. Se tiver umas cinco pessoas ali, já lota.

A única coisa legal de lá é que também tem represa bonita, mas não dá para tomar banho nela (e para ver a represa nem precisa fazer a trilha, porque ela fica a 10 min da entrada do parque).

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Represa do núcleo Cabuçu, Parque da Cantareira. Foto: Marcelle Ribeiro

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Maridão e a cachoeira do núcleo Cabuçu, no Parque da Cantareira. Foto: Marcelle Ribeiro

O legal do Parque da Cantareira é que todas as unidades têm área de piquenique, com mesinhas e balanço para as crianças, além de banheiro e bebedouro. Mas leve a sua garrafinha para encher de água e seu lanche, pois nenhum dos núcleos tem lanchonete ou nem sequer um ambulante vendendo alguma coisa.

Outra coisa importante: antes de sair de casa, telefone para o parque e pergunte até que horas você pode chegar para fazer a trilha desejada. É que você tem que chegar a tempo de fazer a trilha e voltar antes do parque fechar.

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Parque da Cantareira

http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-da-cantareira/

Horário de funcionamento: sábado, domingo e feriados, das 8h às 17h.

Ingresso: R$ 9 (crianças menores de 12 anos, adultos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência não pagam). Estudantes pagam meia-entrada.

Endereços:

Núcleo Pedra Grande – Rua do Horto, 1799 – Horto Florestal – São Paulo/SP
Núcleo Águas Claras – Av. Senador José Ermírio de Moraes, s/n – Mairiporã/SP – (11) 4485-3975
Núcleo Cabuçu – Av. Pedro de Souza Lopes, 7903 – Jardim São Luis – Guarulhos/SP – (11) 2401-6217
Núcleo Engordador – Av. Cel. Sezefredo Fagundes, (altura do nº 19100) – Jardim Cachoeira – São Paulo/SP – (11) 2995-3254

Telefones: (11) 2203-3266, (11) 2401-6217 e (11) 2995-3254 – de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

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Comentários

  1. sebastião ferreira nonato
    23 mar 2014

    achei muito importante ver as fotos do parque da Cantareira, gostaria de ver todo o nosso País respeitando o meio ambiente dessa forma.

  2. Paulo Sérgio
    20 fev 2017

    Lugar maravilhoso. Lógico, que para viajantes que conhecem outros lugares, podem ter a sensação de estar faltando algo. Aconselhável para pessoas e crianças a terem o primeiro contato com a natureza. Desperta o gosto pela coisa e a vontade de conhecer mais e mais rsrs… Além de propiciar um ótimo momento de reflexão e a oportunidade de poder estar com a família sem a interferência da correria e a tecnologia desse mundo louco que vivemos

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