Marcelle Ribeiro

Marcelle Ribeiro, jornalista e viajante

Já acampei de mochila, barraca e saco de dormir. Já dividi banheiro com desconhecido na Europa (mas nunca o quarto!). Já fiquei em pousadinha simples na praia, mas também já fiquei em hotelão e em all-inclusive. Não posso saber que estarei de folga num feriado que já corro para os sites das companhias aéreas. Não curto muito excursão nem city tour e gosto de decidir quando e como vou fazer os passeios que quero.

Sendero Macuco: Cachoeira alternativa perto de Foz do Iguaçu

25 de outubro de 2014, por Marcelle Ribeiro

Se nem todos os brasileiros que vão a Foz do Iguaçu visitam o lado argentino das Cataratas, o número de brasileiros que fazem passeios alternativos no Parque Nacional Iguazú é menor ainda. Mas como eu adoro cachoeira, gosto de esgotar um destino quando viajo (visitando TUDO que me atrai no lugar) e tinha dias disponíveis, fiz um passeio diferente em Puerto Iguazú: uma trilha para tomar banho numa cachoeira menos disputada, mas muito bonita. Este passeio se chama Sendero Macuco (ou trilha Macuco) e permite a visita à cachoeira Arrechea, que tem 20 metros de altura.

Sendero Macuco. Foto: Marcelle Ribeiro

Sendero Macuco. Foto: Marcelle Ribeiro

Fiz esta aventura no segundo dia em que fui ao Parque Nacional Iguazú (o lado argentino das Cataratas). A trilha é super tranquila, plana em 95% do trajeto e larga, de terra batida. No início eu estava meio preocupada, porque no Centro de Visitantes do parque, me deram um mapa e um panfleto que dizia que bichos como pumas e onças poderiam aparecer no caminho e que tratava-se de uma trilha “agreste”, na selva. E é uma trilha em que 90% das pessoas fazem sem guia. Eu, que estava viajando sozinha, fiquei com medo de aparecer um bicho e eu estar ali sem ninguém pra me ajudar no meio do mato.

Daí quando comecei a caminhar da bilheteria do parque para o início da trilha, fiquei atenta para ver se via algum outro visitante no caminho. E logo na placa que fica no início da trilha um argentino se ofereceu para tirar uma foto de mim. Acabamos caminhando a trilha inteira juntos, e adorei a oportunidade de desenferrujar o meu espanhol em uma conversa que ia além do “por favor” e “gracias”. Ele, que mora na cidade, riu quando eu disse que estava receosa de aparecer um bicho perigoso no caminho: não vimos nenhum na trilha. No percurso, vi várias pessoas que também tinham ido conhecer o salto Arrechea, a maioria europeus e argentinos.

O mais bacana foi que consegui tomar banho no poço formado pela água da cachoeira. Eu fui de biquini e mesmo não estando muito ensolarado, mergulhei. Missão dada é missão cumprida: sempre que vou a uma cachoeira, entro na água!

Para ir ao Sendero Macuco você entra pela bilheteria normal do Parque Nacional Iguazú. Se você for ao parque dois dias seguidos, no segundo dia, paga 50% da entrada. Mas para isso, tem que lembrar de carimbar o bilhete na saída em seu primeiro dia de visita. Foi o que eu fiz. Não é preciso pagar nenhum valor adicional para fazer a trilha do Macuco. A entrada do parque custa 150 pesos para brasileiros, venezuelanos, paraguaios e uruguaios adultos. Argentinos pagam 80 pesos e pessoas de outras nacionalidades pagam 215 pesos. Só é possível pagar em dinheiro e em PESOS. Por isso, lembre-se de levar pesos para comprar o tíquete.

Da bilheteria, caminhe para a estação Central do trenzinho que funciona dentro do parque. Ali você verá placa indicando o início da trilha. Depois de uns 500 metros de caminhada, você terá que atravessar uma pista de carro (não movimentada) e uma linha férrea (também nada movimentada) até ver um portal novamente indicando o caminho do Sendero Macuco. Impossível se perder. A trilha tem 7 km (ida+volta) e é o grau de dificuldade é baixo. O tempo estimado para o passeio é de 3 horas.

Sendero Macuco. Foto: Marcelle Ribeiro

Sendero Macuco. Foto: Marcelle Ribeiro

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Sendero Macuco. Foto: Marcelle Ribeiro

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Sendero Macuco. Foto: Marcelle Ribeiro

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Sendero Macuco, em Puerto Iguazú.

No percurso não há banheiros, bebedouros, lojas ou pessoal de apoio. Não há muitos mosquitos (eu não coloquei repelente). Um funcionário do parque percorre a trilha inteira apenas no fim da tarde, na hora em que o parque fecha, para trazer os “retardatários” embora. Mas me senti muito segura o tempo inteiro. Toda a trilha é dentro do parque. Ah, em tempo: o salto Arrechea não é uma das quedas que formam as cataratas propriamente ditas, é uma cachoeira diferente.

 

Sendero Macuco. Foto: Marcelle Ribeiro

Sendero Macuco. Foto: Marcelle Ribeiro

Eu adorei o passeio, que apesar de não ser imperdível, agrada em cheio quem gosta de visitar atrações que fogem do óbvio.

Quem vai fazer o Sendero Macuco pode começar a trilha entre 8h e 14h (de março a setembro) ou entre 8h e 15h (de outubro a fevereiro). O parque fica na Rua Victoria Aguirre, 66, em Puerto Iguazú.

Aliás, na fase de pesquisa para esta viagem, eu tive dificuldade de descobrir passeios alternativos na região. É que tanto o parque brasileiro quanto o parque argentino oferecem atrações pagas à parte, mas eu achei tudo muito caro e estava desconfiada se realmente elas valiam a pena. Lá, descobri que boa parte delas é meio engana-turista, porque elas cobram para você ter um guia para fazer passeios que pode muito bem fazer sem guia. Por isso, vou detalhar para vocês essas atrações extras do parque argentino abaixo. Apesar de eu não ter feito nenhuma delas, analisando os mapas e as descrições, consegui entender como funcionam.

A empresa Expediciones Explorador tem quiosque dentro do Parque Nacional Iguazú em que oferece três “safaris”:

– Safari La Cascada – 260 pesos – Você vai de veículo 4×4 até o salto Arrechea, fazendo exatamente o mesmo caminho do Sendero Macuco, para ir exatamente para a mesma cachoeira. Ou seja, os caras cobram 260 pesos apenas para você não ter o trabalho de andar 7km. Acho engana-turista total, porque fiz a mesma coisa de graça, praticando exercício. O passeio dura 1h30 e tem saída todos os dias às 14h, do quiosque perto da bilheteria do parque.

– Safari Camino de los Pioneros – 320 pesos – Em um veículo 4×4 você percorre uma trilha para ir ao “coração” do parque, por caminhos usados antigamente. Eles dizem que às vezes um mamífero surge na trilha. Não leva a nenhuma cachoeira. O passeio inclui água, repelente, capa de chuva (se chover), binóculo e guia impresso sobre animais da região. A saída é todos os dias, às 7h30, a partir de hotéis de Puerto Iguazú. Dura 2h. Eu não fiz esse passeio, não sei se vale a pena o investimento…

– Safari en la Selva – 320 pesos – Também em carro 4×4, você percorre 12km na “selva” para apreciar animais e plantas. Você desce do veículo para ver pegadas de bichos. Sai às 10h30 e às 16h do quiosque da empresa perto da bilheteria do parque (dentro dele). Este passeio faz exatamente o mesmo trajeto do Safari Camino de los Pioneros (também não leva a nenhuma cachoeira), só que em outros horários. Também dua 2h e inclui água, repelente, capa de chuva, binóculo e guia impresso sobre animais da região.

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