O que fazer em Bariloche: roteiro completo e dicas imperdíveis para curtir a neve

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 17/01/2020

Há muito mais o que fazer em Bariloche, na Argentina, além de ver a neve – embora este seja o principal atrativo que costuma fazer com que a maioria dos viajantes escolha conhecer a cidade. Foi o meu caso! Então se você, como eu, quer fazer uma viagem para Bariloche e ver neve, atenção para as dicas abaixo! Mas eu também falo das atrações das outras estações do ano!

Para quem não sabe onde fica Bariloche, a cidade, que se chama San Carlos de Bariloche, está no sul da Argentina, a aproximadamente 1.600 km de Buenos Aires, de onde saem os principais voos. Para embarcar para a Argentina não é necessário passaporte nem visto. É preciso apresentar apenas a carteira de identidade com no máximo 10 anos (a carteira de motorista não serve). O passaporte é aceito também.

Neste post, vou falar mais sobre adicas do que fazer em Bariloche que vão te ajudar a se planejar, seja em relação a tempo de permanência, gastos, vestuário, melhor época e informações práticas diversas. Acompanhe!

Melhor época para ir a Bariloche
Pontos turísticos e passeios em Bariloche
O que fazer em Bariloche à noite
O que fazer em Bariloche no inverno
O que fazer em Bariloche no verão
O que fazer em Bariloche na primavera
O que fazer em Bariloche no outono
Roteiro em Bariloche – 3, 4 e 5 dias
Como se locomover em Bariloche
Onde comer em Bariloche
Moeda em Bariloche
Onde se hospedar em Bariloche

Melhor época para ir a Bariloche

O período de neve em Bariloche é o mais procurado. As datas variam um pouco, mas segundo o site Wheather Spark, a época em que mais neva vai da segunda metade de maio à primeira metade de setembro. Agosto é o melhor mês!

Mas atenção: o período de neve pode atrasar ou chegar mais cedo, e também demorar mais para acabar ou se encerrar mais cedo. Por isso, a gente recomenda ficar de olho nos sites das estações de esqui e perguntar aos hotéis. Para não correr riscos de chegar lá e não ter neve, compre a passagem para os meses do “meio” desse período, como junho, julho e agosto.

No inverno, a temperatura varia de -1,4ºC a 10,7ºC. Já na primavera, a temperatura vai de -0,5ºC a 19,7ºC. Por sua vez, no verão, a variação é de 5,4º a 21,8º. No outono, os termômetros marcam entre -1ºC a 19ºC. De maneira geral, em todos os meses chove pouco. Veja abaixo a temperatura média mês a mês e também a quantidade média de chuva informadas pelo site Weather.

É importante dizer que a quantidade de horas de sol por dia também varia de acordo com a época do ano. Ela chega a ser de apenas 9,3h no inverno. Por sua vez, no verão, os dias são mais longos, com até 15h de dia claro em dezembro. Veja aqui a média mensal de horas de sol no dia.

Com todas essas informações fica mais fácil definir a melhor época para ir a Bariloche.

O que levar para Bariloche

Alguns itens são indispensáveis ao fazer sua mala para uma viagem a Bariloche no inverno. No hotel dá para dormir de pijaminha por causa do aquecedor e os restaurantes são bem quentinhos também. Tanto que o ideal é você se vestir como cebola e ir tirando as camadas de roupa. Compartilho com vocês a minha lista:

Meias:

Leve muitas. Quem faz snowboard normalmente sai com a meia molhada por conta da neve que entra nas botas. E elas demoram a secar. A dica é, para praticar snowboard, levar um par de meias extra quando for pra a estação de esqui. Quando você aluga o equipamento, seu calçado fica na loja e você pode deixar sua meia dentro dele. Assim, quando for calçar para voltar para o hotel, sempre terá meias secas te esperando.

O ideal é ter meias para esqui, de cano longo. Eu comprei lá.

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Camisa e calça segunda pele:

Se você for fazer snowboard, vai perceber que nos primeiros dias você cai mais, cansa mais, acaba transpirando mais também e precisando usar mais roupas tipo “segunda pele“.

Bons gorros, luvas e cachecol:

Itens indispensáveis. Se você preferir, compre uma pescoceira lá. Ela é feita do mesmo material que o gorro, mas você põe no pescoço e não tem que ficar ajeitando toda hora.

Óculos escuros e protetor solar para o rosto:

A neve reflete o sol e queima como se você estivesse na praia! Lá é muito seco e, embora o corpo fique quase o tempo todo completamente cobertos, o rosto tende a ficar ressecado e o sol refletido na neve fica muito forte.

Kit médico:

É importante levar, nem que seja só um analgésico, anti-inflamatório e um relaxante muscular. E fazer seguro viagem é essencial, né? É fácil escorregar no gelo ou na neve mesmo que você não faça snowboard ou esquie. Preste atenção para fazer um que cubra atividades na neve, ok? Além disso, num lugar tão frio, é fácil pegar uma gripe forte. Veja aqui como escolher seu seguro viagem para a Argentina.

Botas ou tênis de cano altos:

Qualquer outro calçado vai acabar molhando, mesmo andando na cidade. Na base da montanha às vezes ficam muitas poças de água, ou da neve que derreteu, ou da chuva que pode ter caído. Mas dá para alugar bota apropriada lá, com solado de borracha antiderrapante. Foi o que eu fiz.

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Aluguel de roupa em Bariloche

Quem não tem todo o conjunto de roupas de neve, pode optar pelo aluguel de roupas em Bariloche, que fica bem mais barato que comprar. O equipamento para esquiar também pode ser alugado. Um dos lugares é no mini shopping dentro da estação do Cerro Catedral, chamado Las Terrazas, numa loja do primeiro andar.

Eu recomendo que logo no início da viagem você passe no centrinho de Bariloche e alugue um traje de esqui completo para todo o período em que estiver lá. E alugue o mais bonitinho que você achar, de preferência o conjunto casaco + calça + luva de esqui (que é específica para isso). Pode ter certeza que você vai passar o resto da viagem com ele por cima da sua malha de frio.

Se você decidir comprar roupas e acessórios, saiba que é muito mais barato comprar por lá do que no Brasil. Chegue apenas com o essencial para aguentar o frio até as lojinhas.

Pontos turísticos e passeios em Bariloche

1 – Centrinho

Um item bacana para ticar da sua lista de o que fazer em Bariloche logo no primeiro dia é andar a pé pelas ruas do centrinho. Entre os atrativos mais conhecidos estão: a Catedral de Nossa Senhora Nahuel Huapi, que tem estilo neogótico e é a principal igreja católica da cidade; a Rua Mitre, um dos principais centros de compras, com muitas lojas, cafés e restaurantes; e o Centro Cívico. A Catedral fica aberta de segunda a sexta de 9h às 12h e de 17h às 21h. Entrada gratuita.

Também dá para ver o Lago Nahuel Huapi do centro.

lago nahuel huapi o que fazer em Bariloche

Lago Nahuel Huapi visto do centro de Bariloche. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

2 – Cerro Campanário

O Cerro Campanário é uma montanha onde sobe-se de teleférico a um belo mirante, com uma vista linda da cidade. Tem também cafeteria. Ele funciona diariamente, das 9h às 18h30 (horário da última subida). O teleférico custa 500 pesos (US$ 8,4 ou R$ 34,85), ida e volta.

3 – Circuito Chico

De todos os passeios em Bariloche este é o mais famoso e um dos mais procurados, pois é um caminho que vai do centro da cidade até o hotel de luxo Llao Llao. O Circuito Chico é uma espécie de “city tour” que tem que está na sua lista de o que fazer em Bariloche, de preferência no primeiro dia.

O tour, de meio dia, passa pelo Cerro Campanário. Também inclui uma passada em uma lojinha de produtos de rosa mosqueda, em uma capela, no Llao Llao, com direito a fotos com cães da raça São Bernardo e em outro mirante para fotos. Dá para reservar online no site em português da Get Your Guide.

4 – Museu da Patagônia

Quem quer saber a história da região pode incluir na lista de o que fazer em Bariloche uma visita a uma das principais atrações do Centro Cívico, o Museu da Patagônia. Ele funciona em um prédio antigo considerado monumento histórico nacional e tem várias salas, com temáticas diferentes como História, Ciências, entre outras, além de mostras temporárias.

Endereço: Centro Cívico S/n. Funcionamento de terça a sexta de 10h às 12h30 e de 14h às 19h, sábados de 10h às 17h. Entrada sem valor definido, pague quanto achar que vale.

5 – Museu do Chocolate

É da famosa marca argentina Havana e oferece visitas guiadas, contando um pouco da história do chocolate e mostrando o processo de fabricação do doce e de outros produtos como os tradicionais alfajores. O museu também tem degustação.

Endereço: Av. Exequiel Bustillo 1200. Funcionamento de segunda a sábado de 10h às 18h, domingos de 11h às 17h. Entrada: 30 pesos (US$ 0,5 ou R$2).

6 – Galeria do Sol

Para quem gosta de compras, esta é aquela parada imperdível durante uma viagem a Bariloche. É uma galeria bem bonita, com uma decoração cheia de plantas e destaque para o teto de vidro. Ela fica na Rua Mitre e é cheia de lojas diversas. Vale conhecer, nem que seja só para fotografar e voltar com um souvenir.

Endereço: Calle Mitre, 340. Funcionamento todos os dias de 9h às 23h.

7 – Cerro Otto

O Cerro Otto é outra bela montanha de Bariloche, que apesar de não ter pista de esqui ou snowboard tem muitas atrações divertidas. Por isso,não deixe ele de fora ao analisar o que fazer em Bariloche. Você pode subir de teleférico ou de funicular, ver os mirantes, andar de esquibunda na neve, tirar fotos com cachorros, descer de bóia e fazer trilhas.

Além disso, dá para comer no café giratório no alto da montanha.

cerro otto o que fazer em Bariloche

Cerro Otto, em Bariloche. Foto: Marcelle Ribeiro.

8 – Cerro Catedral

Quem pesquisa o que fazer em Bariloche no inverno não pode deixar de fora o centro de ski e snowboard da cidade, nem que seja para tentar.

No Cerro Catedral, eles têm instrutores que vão te ensinar a esquiar pelo menos o básico para o primeiro dia. Dá para escolher entre um instrutor para um grupo de 20, 30 pessoas, ou um instrutor só para seu grupo. Eu e minha mãe ficamos com a segunda opção, um instrutor para nós duas. 

Era mais caro, mas achamos que valeu a pena. As botas de ski você aluga lá, porque elas só servem para ski, não dá para andar com elas.

O problema é que depois de vários tombos engraçados (sim, a bunda dói), eu resolvi me arriscar um pouco e caí toda desajeitada. O resultado é que saí de lá com o joelho doendo pacas. Por isso, se você vai esquiar, nem que seja de brincadeira, por um dia, tente praticar exercícios pelo menos um mês antes de ir, porque lá o seu corpo vai agradecer. Eu estava sedentária há anos e não aguentei tanta agitação.

Aliás, eu acabei tendo que usar o seguro de viagem por causa dessa queda, como conto aqui.

Uma das maneiras de ir para lá é de tour, que te dá 4h livres.

Como é fazer snowboard

Meu irmão aprendeu a fazer snowboard no Cerro Catedral e comprou uma aula lá. Ele conta que depois da aula, e também de muitas quedas, a bunda já estava doendo horrores, e foi descer a montanha pela primeira vez, pelo caminho da ‘Princesa 1’.

Tem partes muito difíceis, fica muito tempo plano e ou fica parado, ou ganha velocidade e acaba caindo. E nessa parte costuma ter gente caída, muita criança, muita gente de esqui. Quando não dá pra desviar, é melhor se jogar no chão”, contou meu irmão. “Quase atropelei umas criancinhas algumas vezes… Quanto menos se sabe, mais você se cansa, porque fica mais tempo parando, caindo, levantando”, disse ele.

No segundo dia fazendo snow, ele disse que já estava um pouco melhor.

“A aula tinha sido muito eficiente, mas descobri novas maneira de cair que nem sabia que existiam… Neve dura (praticamente gelo): é difícil de parar e se cair dói muito. Neve macia: fácil de manobrar, fácil de ter controle, cai e praticamente não dói (inclusive dando cambalhota). Neve alta: dá pra manobrar, mas tem que tomar cuidado para a ponta não afundar. Se cair, não dói nada, independente da quantidade de giros que você der, mas pra levantar é difícil”, disse.

Punta Nevada

Em um dos dias na viagem do meu irmão, ele resolveu ir para uma pista do Cerro Catedral que se chama Punta Nevada, um dos picos da montanha, a quase 2 mil metros de altitude. “Muito bom pra aprender, neve macia ou alta. Era só evitar a neve alta e ficar descendo a primeira parte da montanha até o próximo teleférico”.

Dica: agende a sua aula assim que chegar ao Cerro, pois se deixar para agendar muito tarde, pode não ter mais horário disponível.

o que fazer em Bariloche snowboard

Snowboard no Cerro Catedral.

7 – Esquibunda

Quer um passeio para sua lista de o que fazer em Bariloche praticamente sem contraindicação? É o esquibunda, um passeio em Bariloche super divertido. Compramos o passeio e nos divertimos muito escorregando ladeira nevada abaixo sentadas em pequenas pranchas de plástico.

8 – Caminhada na neve

Um passeio incrível que super recomendo e não pode faltar na sua lista de o que fazer em Bariloche, na Argentina, é a caminhada na neve virgem (sem traços de pedestres anteriores), com umas plaquetonas de madeira presas aos pés, realizada no Cerro Otto. E com a companhia de cachorros! Descobrimos o passeio na agência de viagens que nos recepcionou quando estivemos na cidade.

Dois guias nos pegaram no hotel num carro 4×4 e nos levaram para um chalé de madeira no alto do Cerro Otto. Éramos só eu e minha mãe, passeio mais exclusivo que isso não existe. Lá, tomamos um chocolate quente e nos espantamos com a quantidade de neve, quase 1 metro de altura de neve fofa. É que tinha rolado uma nevasca na véspera da nossa chegada.

O passeio consiste em você caminhar com as tais plaquetas nos pés e com umas “bengalas” nas mãos (tipo andarilho, para ajudar a andar) pelo cume da montanha até o restaurante giratório do Cerro Otto, na companhia dos guias e de dois cachorros. É maravilhoso.

caminhada neve cerro otto o que fazer em Bariloche

Caminhando na neve rumo ao Cerro Otto.

9 – Lago Nahuel Huapi

Fazer este passeio de barco em Bariloche no inverno foi bonito, mas se revelou chatésimo. O barco saía do porto em frente ao Hotel Llao Llao (que tem um chá da tarde maravilhoso). Tinha uma parte fechada, onde passamos a maior parte do tempo, porque o frio+o vento da parte aberta do barco faziam qualquer ser humano empedrar.

Para você ter uma ideia, para tirar uma foto lá da parte aberta do barco, eu tirava as luvas de esqui (sim, as de esqui, porque as de lã, só, não estavam sendo suficientes para o frio) por três segundos para bater a foto o mais rápido que eu conseguisse.

E por que o passeio, que dura meio dia, é chato? Porque depois da primeira hora, quando você começa a se acostumar com o visual maravilhoso das montanhas cheias de neve e do lago, não tem mais nada pra fazer.

O barco para num restaurante numa outra ponta do lago para refeição (não incluída, com pouca variedade e cara) e para os turistas verem a Cascata dos Cântaros congelada. A cachoeira é bonita, mas não é uma Brastemp. E a vista do lago você pode ter do Centro da cidade, sem ter que entrar em barco, porque o Nahel Huapi margeia a cidade.

passeio barco nahuel huapi bariloche

Vista do passeio de barco pelo Nahuel Huapi. Foto: Marcelle Ribeiro.

O que fazer em Bariloche à noite

vários tipos de passeios em Bariloche à noite. Uma opção é aproveitar os para jantar em um bom restaurante.

Para os mais aventureiros há passeios para andar de quadriciclo na neve em bosques do Cerro Otto (Noite Nórdica). Na maioria deles está incluso também um jantar, com pratos típicos locais.

Os menos radicais – ou os que estão com crianças – podem optar pela caminhada seguida de jantar à luz de velas com música ao vivo (Montanha e Tango). Todos sempre com agências que oferecem o serviço, com toda a segurança necessária.

E se quiser arriscar algum dinheiro ou só se divertir vendo pessoas jogarem, tem também o Cassino de Bariloche, que fica no centrinho.

O que fazer em Bariloche no inverno

O inverno é o período de altíssima temporada em Bariloche – fim de junho, julho, agosto e começo de setembro, sendo os dois meses do meio os mais procurados. Nessa época as temperaturas máximas não costumam passar dos 6 graus. E as mínimas podem, muitas vezes, ficar abaixo de zero.

É a estação ideal para quem quer conhecer a neve e praticar esportes de inverno, como esqui e snowboard. Todas as atividades listadas podem ser feitas no inverno.

O que fazer em Bariloche no verão

Assim como o inverno, o verão em Bariloche (fim de dezembro, janeiro, fevereiro e começo de março) é considerado alta temporada – mesmo tendo um número de visitantes menor que no período do frio. O período do Carnaval é uma das épocas em que costuma lotar, principalmente de brasileiros, que aproveitam o feriadão.

As atividades ao ar livre nas praias e montanhas são o ponto alto da estação, que tem poucas chuvas e temperaturas acima dos 20 graus – ainda assim é recomendável levar um agasalho, pois pode esfriar à noite. Ótimo para praticar mergulho e velejar.

O que fazer em Bariloche na primavera

Nem tão quente, nem com frio intenso, a primavera em Bariloche começa no fim de setembro, passa por outubro, novembro e começo de dezembro. Tem temperaturas que podem variar entre 10 e até 20 graus.

As atividades ao ar livre já podem ser feitas tranquilamente e com uma paisagem que, dependendo da época, ainda terá vestígios do inverno, mas com muitas flores e cores que dão uma cara diferente aos lugares. Subir o Cerro Tronador, que é o mais alto da cidade, fazer trilhas que levam a lagos e mirantes e admirar as paisagens são bons programas.

O que fazer em Bariloche no outono

Assim como na primavera, o outono em Bariloche tem as temperaturas variando entre 10 e 20 graus, mas com a diferença na paisagem, que já está mais seca e com os primeiros sinais do tempo frio que está para chegar.
É uma das épocas de paisagens mais bonitas e também uma das mais propícias para os passeios na natureza, sejam lagos ou montanhas. A gastronomia também faz sucesso na estação, especialmente os chocolates.

Roteiro em Bariloche – 3, 4 e 5 dias

Dia 1 – City tour, centrinho e caminhada na neve

Uma ótima forma de começar os passeios em qualquer cidade é pela área central (ou mais famosa). Em Bariloche, como já contei ali em cima, é no centrinho que estão concentradas as principais lojas, restaurantes e atrativos históricos. É uma delícia andar por lá e ir começando a conhecer um pouco mais.

E a neve é o programa clássico da cidade! A gente já chega lá com ansiedade, então é bom já ver no primeiro dia para matar essa vontade! Uma boa dica para aproveitar melhor esse primeiro dia é pegar um city tour.

Nós fizemos o city tour que estava incluído no pacote e foi bem legal, nos permitiu cumprir o objetivo da viagem: tocar na neve! E é sempre uma ótima forma de conhecer mais da cidade. A melhor parada do city tour em Bariloche é no Cerro Campanário, onde a gente pegou um teleférico e subiu para ver o visual. É claro que eu parei para tirar muitas fotos e tomar um chocolate quente!

Dia 2 – Esquiar, fazer snowboard e esquibunda

O desejo pela prática do esporte na neve é o que motiva muitos viajantes. E se no primeiro dia já foi bom ver a neve e caminhar sobre ela, o segundo dia é para dar um passo além e tentar um contato mais próximo.

Eu tinha mais vontade de aprender a andar de snowboard (aqueles skates de neve) do que de esqui, mas como dizem que é mais fácil aprender a andar de esqui do que de snowboard, fomos de esqui. A aula de esqui é numa área com uma inclinação na montanha bem leve, não é aquela coisa de “descer a montanha enlouquecidamente”.

Depois, se você quiser, sobe para outro estágio da montanha (eles meio que dividem os estágios em nível de dificuldade). Como eu sou medrosa e não estava a fim de pagar para subir e chegar lá e amarelar, fiquei na parte mais baixa mesmo.

Já o esquibunda é pura diversão! Você vai vestido como se fosse esquiar, mas desce um trecho de uma montanha de neve sentado, segurando uma pequena prancha. A descida não é tão rápida, mas é super gostosa. Tem criança, adulto, todo mundo junto. Só não é bom, óbvio, para grávidas. No final do passeio, dá tempo para curtir a neve igual criança.

esqui cerro catedral o que fazer em Bariloche

Tentando esquiar no Cerro Catedral. Foto: Marcelle Ribeiro.

Dia 3 – Passeio de barco

Navegar de barco pelo Lago Nahuel Huapi é um passeio mais leve, mas muito bonito, ótimo para o terceiro dia, quando o cansaço do dois anteriores pode estar começando a bater.
Como meus joelhos ainda estavam doendo, resolvemos fazer esse passeio à tarde (de manhã, dormimos bastante para recuperar as forças). É lindíssimo, já falei mais da minha experiência na parte em que cito o que fazer em Bariloche.

Estas sugestões de passeios que coloquei acima eu fiz na minha viagem e considero que sejam essenciais para um roteiro em Bariloche de 3 dias.

Mas é claro que se você tiver mais tempo e puder fazer uma viagem mais longa, também há outras possibilidades.

Dia 4 – Circuito Chico

Para um roteiro em Bariloche de 4 dias, a dica é aproveitar para fazer com mais calma o Circuito Chico em Bariloche, que é um dos passeios mais tradicionais. Dá também para aproveitar parte do dia para compras e conhecer o cassino.

Dia 5 – Vila La Angostura

Já se pretende fazer um roteiro em Bariloche de 5 dias, outra opção de passeio é ir até a vizinha Vila La Angostura, localizada a aproximadamente 80km. Como a cidade é pequena, vale muito um bate e volta. Dá para ir de carro ou mesmo de ônibus. A estrada é cheia de paisagens incríveis. E lá tem uma estação de esqui, Cerro Bayo.

Como se locomover em Bariloche

Uma dica do meu irmão são as vans que custam 10 pesos. O ônibus custa 8 pesos, mas demora muito mais – para o Cerro Catedral, por exemplo, só sai com hora marcada: 8:15 e 9:15. E se você entrar no ônibus sem dinheiro trocado, o cobrador vai te fazer descer para trocar. Além disso, para voltar pra casa, sempre tem fila no ponto de ônibus. Então, além de esperar muito tempo, certamente não haverá lugar para sentar.

Ele descobriu também o serviço de “remises”. “Remises é um serviço de motorista que pelo que eu entendi tem preços tabelados para levar para alguns lugares”. Eles pegam a gente na porta do hostel, é muito mais confortável que o ônibus e mais barato que o táxi.

Outra alternativa é alugar um carro, o que certamente ajuda na locomoção e torna todos os deslocamentos muito mais flexíveis não só pela cidade, mas por mais lugares da região.

Eu e minha mãe optamos por fazer nossa viagem comprando um pacote para Bariloche em uma agência de turismo. Saímos do Rio de Janeiro para Buenos Aires, onde dormimos a primeira noite. Na manhã do dia seguinte, pegamos o voo para Bariloche e chegamos à tarde. Para começar nossa viagem, fomos de um jeito pobre para um lugar chique!

Explico: pegamos um ônibus de linha (horrendo, mas rapidinho) para ir ao melhor hotel de Bariloche, o Llao Llao, para tomar o melhor chá da tarde da cidade. Não precisa ser hóspede para ir lá. Na verdade, é bem comum que os turistas que não estão hospedados lanchem no Llao Llao.

Onde comer em Bariloche

1 – Friends:

Meu irmão jantou lá no restaurante Friends, fica em frente à chocolateria Mamuscka. “Muito bom. Os sanduíches são muito bem servidos. Fui querer comer alguma coisa saudável e acabei pedindo um frango aos quatro queijos. Estava gostoso. Lá também tem uma porção de anéis de cebolas empanadas que são maravilhosas”. Endereço: Calle Mitre, 302, Centro.

2 – El Boliche del Alberto:

Outra dica do meu irmão. “Comemos bem – filé mignon e outra que não me lembro agora, dois pratos e mais uns acompanhamentos para três pessoas. No Rio de Janeiro um jantar parecido sairia pelo dobro do preço”. Existem quatro unidades do El Boliche del Alberto em Bariloche, sendo três delas especializadas em carnes argentinas. Endereços: Calle Villegas, 347; Calle Elflein, 158; e Avenida Bustillo, Km 8800. A outra é especializada em massas e fica na Avenida Bustillo, 5.800.

3 – Wilkenny:

O Wilkenny é um bar para ir à noite e que fabrica a própria cerveja. “O bar só costuma encher mais tarde e aceita pagamentos em reais. Detalhe: custa 23 pesos um pinte de cerveja artesanal muito boa”. Endereço: Avenida San Martín, 435.

4 – Llao Llao:

O hotel 5 estrelas de Bariloche tem um chá da tarde imperdível. Na época, pagamos 25 pesos por pessoa pelo chá, que tinha sanduíche de miga, pães, patês, um monte de biscoitinho doce, tortas e docinhos e o melhor chocolate quente do planeta! Super recomendo! Endereço: Avenida Ezequiel Bustillo Km. 25, R8401.

5 – Chocolateria Mamuschka:

Esta chocolateria tem os melhores chocolates de Bariloche, imperdíveis. São meio carinhos, mas vale a pena. Também fica no Centrinho. Endereço: Calle Mitre, 298.

6 – Família Weiss:

Este restaurante é um lugar legal no centrinho para você provar as tradicionais carnes de caça, que são comuns na Argentina (carne de javali, etc). É bem grande e no dia em que fomos teve um show de tango lá. Endereço: O´Connor, esquina com Palacios, 8400, Centro.

7 – La Casita Suíza:

O La Casita Suíza tem fondue gostoso e bom para aquecer no frio! Comemos um de queijo, mas o “petisco” para colocar na panela não era pão, mas sim mini-salsichas, batatinhas e outras cositas. Fica no Centrinho. Endereço: Quaglia, 342.

8 – Famiglia Bianchi:

É o melhor restaurante da cidade, em minha opinião. É um italiano maravilhoso. Endereço: Calle Hua Huam, 7831.

9 – Días de Zapata:

Restaurante mexicano indicado por minha prima, que infelizmente não conheci. Endereço: Calle Morales, 362.

10 – Restaurantes do Cerro Catedral:

Os restaurantes do alto da montanha do Cerro Catedral têm praticamente o mesmo preço dos da base. Comemos no restaurante perto do topo do “Lynch” (um dos teleféricos de lá), em um perto do topo do “Princesa 3” e em um perto da entrada da “Punta Nevada” todos muito bons. Desses, o do “Princesa 3″ era o maior e mais arrumado. Não vale a pena descer a montanha somente para ir almoçar.”

Moeda em Bariloche

A moeda usada por lá é o peso argentino. Uma dica é já levar desde o Brasil um pouco de dinheiro em peso, pra não ter que trocar nada no aeroporto, onde as cotações costumam não ser muito vantajosas. E levar um valor maior em Real para ir trocando quando for necessário.

É possível trocar reais e dólares por pesos dentro do mini shopping que tem dentro do Cerro Catedral. Foi uma boa alternativa, principalmente porque chegamos aqui num sábado à noite e a casa de câmbio do Centro da cidade só abriria na segunda.

Talvez a grande vantagem de se andar com dinheiro lá, é que muitos lugares (lojas e boates) davam descontos para pagamentos a vista, em dinheiro. Mas para compras vale usar o máximo possível o cartão de crédito.

Em relação aos saques, em teoria a cotação também é boa, mas quando colocamos tudo na ponta do lápis a coisa muda bastante, pois somam-se as taxas de saque cobradas pelo Banco de la Nación + taxas de saque cobradas pelo brasileiro + IOF. E quanto menor o valor sacado, pior a cotação, porque as taxas cobradas pelo saque não mudam.

Onde se hospedar em Bariloche

A melhor região para se hospedar é no centrinho, que tem mais comércio e serviços próximos. Para quem pretende esquiar com mais frequência, ficar perto da base do Cerro Catedral pode ser uma boa escolha também.

Meu irmão ficou hospedado em um hostel (albergue), o Marco Polo Inn. Segundo ele, é bonzinho, nada de mais, não tem aquele café da manhã… Mas tem chocolate quente e torrada com doce de leite. Endereço: Calle Salta, 422, perto do Centro Cívico.

Conclusão

Essas são minhas dicas para quem está pesquisando o que fazer em Bariloche – certamente um dos lugares mais baratos para brasileiros que querem ver neve e que vale muito a pena conhecer, por todas as suas belezas naturais!

 

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Comentários

  1. Anonymous
    25 mar 2011

    Concordo plenamente que você não é ninguém sem uma roupa de neve no inverno de bariloche. Eu usava ela até pra sair pra jantar. rsrsrs.

    Dica de Hotel: fiquei no Nevada, a localização é super central (perto da Mamuska) e o hotel é bem confortável e quentinho.

    Camille

  2. Costa Sul
    27 nov 2012

    Boa noite,
    Gostei muito do seu blog e suas dicas sobre a viagem para Bariloche.
    Estou me programando para minha lua de mel em Bariloche, só que sou leigo neste assunto.
    Voce poderia me dar alguma dicas, alem dessas que vc ja colocou no Blog.
    Pretendo sair de Florianopolis no dia 18/08/2013 e retorna no dia 25/08/2013.
    Nesse periodo pensei em ficar numa cabana, achei lindo.
    Bem, voce teria alguma agencia para indicar?lugares não muito caros tambem?

    Fico no aguardo de seu contato.
    Eu e minha noiva estamos anciosos por esta viagem.

    Obrigado.

  3. 02 dez 2012

    Olá, Costa Sul,
    Infelizmente não sei como alugar cabanas em Bariloche. Mas a cidade tem ótimos hotéis, alguns de alto padrão. O Llao Llao é um que é super bem cotado, e tem uma vista lindíssima para o lago. Dê uma olhada: http://bit.ly/2MFQqUs

    Infelizmente não me lembro o nome da agência de Bariloche com a qual contratamos os passeios.

    Desculpe não poder ajudar tanto.
    Abs,
    Marcelle

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