O que fazer em Bariloche: roteiro completo e dicas imperdíveis para curtir a neve

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 20/01/2020

Há muito mais o que fazer em Bariloche, na Argentina, além de ver a neve – embora este seja o principal atrativo que costuma fazer com que a maioria dos viajantes escolha conhecer a cidade. Foi o meu caso! Então se você, como eu, quer fazer uma viagem para Bariloche e ver neve, atenção para as dicas abaixo! Mas eu também falo das atrações das outras estações do ano!

Para quem não sabe onde fica Bariloche, a cidade, que se chama San Carlos de Bariloche, está no sul da Argentina, a aproximadamente 1.600 km de Buenos Aires, de onde saem os principais voos. Para embarcar para a Argentina não é necessário passaporte nem visto. É preciso apresentar apenas a carteira de identidade com no máximo 10 anos (a carteira de motorista não serve). O passaporte é aceito também.

Neste post, vou falar mais sobre adicas do que fazer em Bariloche que vão te ajudar a se planejar, seja em relação a tempo de permanência, gastos, vestuário, melhor época e informações práticas diversas. Acompanhe!

Melhor época para ir a Bariloche
Pontos turísticos e passeios em Bariloche
O que fazer em Bariloche à noite
Roteiro em Bariloche no inverno – 3, 4, 5 e 6 dias
Roteiro em Bariloche no verão, outono e primavera – 3, 4 e 5 dias
Como se locomover em Bariloche
Moeda em Bariloche
Onde se hospedar em Bariloche

Melhor época para ir a Bariloche

O período de neve em Bariloche é o mais procurado. As datas variam um pouco, mas segundo o site Wheather Spark, a época em que mais neva vai da segunda metade de maio à primeira metade de setembro. Agosto é o melhor mês!

Mas atenção: o período de neve pode atrasar ou chegar mais cedo, e também demorar mais para acabar ou se encerrar mais cedo. Por isso, a gente recomenda ficar de olho nos sites das estações de esqui e perguntar aos hotéis. Para não correr riscos de chegar lá e não ter neve, compre a passagem para os meses do “meio” desse período, como junho, julho e agosto.

No inverno, a temperatura varia de -1,4ºC a 10,7ºC. Já na primavera, a temperatura vai de -0,5ºC a 19,7ºC. Por sua vez, no verão, a variação é de 5,4º a 21,8º. No outono, os termômetros marcam entre -1ºC a 19ºC. De maneira geral, em todos os meses chove pouco. Veja abaixo a temperatura média mês a mês e também a quantidade média de chuva informadas pelo site Weather.

É importante dizer que a quantidade de horas de sol por dia também varia de acordo com a época do ano. Ela chega a ser de apenas 9,3h no inverno. Por sua vez, no verão, os dias são mais longos, com até 15h de dia claro em dezembro. Veja aqui a média mensal de horas de sol no dia.

Com todas essas informações fica mais fácil definir a melhor época para ir a Bariloche.

O que levar para Bariloche

Alguns itens são indispensáveis ao fazer sua mala para uma viagem a Bariloche no inverno. No hotel dá para dormir de pijaminha por causa do aquecedor e os restaurantes são bem quentinhos também. Tanto que o ideal é você se vestir como cebola e ir tirando as camadas de roupa. Compartilho com vocês a minha lista:

Meias:

Leve muitas. Quem faz snowboard normalmente sai com a meia molhada por conta da neve que entra nas botas. E elas demoram a secar. A dica é, para praticar snowboard, levar um par de meias extra quando for pra a estação de esqui. Quando você aluga o equipamento, seu calçado fica na loja e você pode deixar sua meia dentro dele. Assim, quando for calçar para voltar para o hotel, sempre terá meias secas te esperando.

O ideal é ter meias para esqui, de cano longo. Eu comprei lá.

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Camisa e calça segunda pele:

Se você for fazer snowboard, vai perceber que nos primeiros dias você cai mais, cansa mais, acaba transpirando mais também e precisando usar mais roupas tipo “segunda pele“.

Bons gorros, luvas e cachecol:

Itens indispensáveis. Se você preferir, compre uma pescoceira lá. Ela é feita do mesmo material que o gorro, mas você põe no pescoço e não tem que ficar ajeitando toda hora.

Óculos escuros e protetor solar para o rosto:

A neve reflete o sol e queima como se você estivesse na praia! Lá é muito seco e, embora o corpo fique quase o tempo todo completamente cobertos, o rosto tende a ficar ressecado e o sol refletido na neve fica muito forte.

Kit médico:

É importante levar, nem que seja só um analgésico, anti-inflamatório e um relaxante muscular. E fazer seguro viagem é essencial, né? É fácil escorregar no gelo ou na neve mesmo que você não faça snowboard ou esquie. Preste atenção para fazer um que cubra atividades na neve, ok? Além disso, num lugar tão frio, é fácil pegar uma gripe forte. Veja aqui como escolher seu seguro viagem para a Argentina.

Botas ou tênis de cano altos:

Qualquer outro calçado vai acabar molhando, mesmo andando na cidade. Na base da montanha às vezes ficam muitas poças de água, ou da neve que derreteu, ou da chuva que pode ter caído. Mas dá para alugar bota apropriada lá, com solado de borracha antiderrapante. Foi o que eu fiz.

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Aluguel de roupa em Bariloche

Quem não tem todo o conjunto de roupas de neve, pode optar pelo aluguel de roupas em Bariloche, que fica bem mais barato que comprar. O equipamento para esquiar também pode ser alugado. Um dos lugares é no mini shopping dentro da estação do Cerro Catedral, chamado Las Terrazas, numa loja do primeiro andar.

Eu recomendo que logo no início da viagem você passe no centrinho de Bariloche e alugue um traje de esqui completo para todo o período em que estiver lá. E alugue o mais bonitinho que você achar, de preferência o conjunto casaco + calça + luva de esqui (que é específica para isso). Pode ter certeza que você vai passar o resto da viagem com ele por cima da sua malha de frio.

Se você decidir comprar roupas e acessórios, saiba que é muito mais barato comprar por lá do que no Brasil. Chegue apenas com o essencial para aguentar o frio até as lojinhas.

Pontos turísticos e passeios em Bariloche

1 – Centrinho

Um item bacana para ticar da sua lista de o que fazer em Bariloche logo no primeiro dia é andar a pé pelas ruas do centrinho. Entre os atrativos mais conhecidos estão: a Catedral de Nossa Senhora Nahuel Huapi, que tem estilo neogótico e é a principal igreja católica da cidade; a Rua Mitre, um dos principais centros de compras, com muitas lojas, cafés e restaurantes; e o Centro Cívico. A Catedral fica aberta de segunda a sexta de 9h às 12h e de 17h às 21h. Entrada gratuita.

Também dá para ver o Lago Nahuel Huapi do centro.

lago nahuel huapi o que fazer em Bariloche

Lago Nahuel Huapi visto do centro de Bariloche. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

2 – Cerro Campanário

O Cerro Campanário é uma montanha onde sobe-se de teleférico a um belo mirante, com uma vista linda da cidade. Tem também cafeteria onde você pode tomar um chocolate quente. Ele funciona diariamente, das 9h às 18h30 (horário da última subida). O teleférico custa 500 pesos (US$ 8,4 ou R$ 34,85), ida e volta.

3 – Circuito Chico

De todos os passeios em Bariloche este é o mais famoso e um dos mais procurados, pois é um caminho que vai do centro da cidade até o hotel de luxo Llao Llao. O Circuito Chico é uma espécie de “city tour” que tem que está na sua lista de o que fazer em Bariloche, de preferência no primeiro dia.

O tour, de meio dia, passa pelo Cerro Campanário. Também inclui uma passada em uma lojinha de produtos de rosa mosqueda, em uma capela, no Llao Llao, com direito a fotos com cães da raça São Bernardo e em outro mirante para fotos. Dá para reservar online no site em português da Get Your Guide.

4 – Museu da Patagônia

Quem quer saber a história da região pode incluir na lista de o que fazer em Bariloche uma visita a uma das principais atrações do Centro Cívico, o Museu da Patagônia. Ele funciona em um prédio antigo considerado monumento histórico nacional e tem várias salas, com temáticas diferentes como História, Ciências, entre outras, além de mostras temporárias.

Endereço: Centro Cívico S/n. Funcionamento de terça a sexta de 10h às 12h30 e de 14h às 19h, sábados de 10h às 17h. Entrada sem valor definido, pague quanto achar que vale.

5 – Museu do Chocolate

É da famosa marca argentina Havana e oferece visitas guiadas, contando um pouco da história do chocolate e mostrando o processo de fabricação do doce e de outros produtos como os tradicionais alfajores. O museu também tem degustação.

Endereço: Av. Exequiel Bustillo 1200. Funcionamento de segunda a sábado de 10h às 18h, domingos de 11h às 17h. Entrada: 30 pesos (US$ 0,5 ou R$2).

6 – Galeria do Sol

Para quem gosta de compras, esta é aquela parada imperdível durante uma viagem a Bariloche. É uma galeria bem bonita, com uma decoração cheia de plantas e destaque para o teto de vidro. Ela fica na Rua Mitre e é cheia de lojas diversas. Vale conhecer, nem que seja só para fotografar e voltar com um souvenir.

Endereço: Calle Mitre, 340. Funcionamento todos os dias de 9h às 23h.

7 – Cerro Otto

O Cerro Otto é outra bela montanha de Bariloche, que apesar de não ter pista de esqui ou snowboard tem muitas atrações divertidas. Por isso,não deixe ele de fora ao analisar o que fazer em Bariloche. Você pode subir de teleférico ou de funicular, ver os mirantes, andar de esquibunda na neve, tirar fotos com cachorros, descer de bóia e fazer trilhas. Além disso, dá para comer no café giratório no alto da montanha.

Os preços são os seguintes: 900 pesos (US$ 15 ou R$ 62)  para subir e descer no teleférico e 300 pesos para descer na bóia ou fazer uma caminhada com guia (US$ 5 ou R$ 21). O teleférico funciona todos os dias e as subidas são das 10h às 17h30, sendo que a última descida é às 19h30.

Se você comprar a subida para o teleférico em um dos pontos de venda, ganha o transfer até a base dele grátis. Os pontos de venda ficam na Calle Villegas, esquina com a Mitre; e na Avenida San Martin, esquina com a Calle Independencia. Eles funcionam das 09h30 às 17hs.

Outra maneira é reservar transfer para o Cerro Otto e bilhete no teleférico aqui.

cerro otto o que fazer em Bariloche

Cerro Otto, em Bariloche. Foto: Marcelle Ribeiro.

8 – Cerro Catedral

Quem pesquisa o que fazer em Bariloche no inverno não pode deixar de fora o centro de ski e snowboard da cidade, nem que seja para tentar. Uma das maneiras de ir para o Cerro Otto é com transfer compartilhado, que te dá de 4h a um dia inteiro livre. Porém, também dá para ir até lá de ônibus, remis (um carro particular e regulamentado, mas que não é identificado como táxi) ou táxi.

No Cerro Catedral, eles têm instrutores que vão te ensinar a esquiar pelo menos o básico para o primeiro dia. Dá para escolher entre um instrutor para um grupo de 20, 30 pessoas, ou um instrutor só para seu grupo. Eu e minha mãe ficamos com a segunda opção, um instrutor para nós duas. 

Era mais caro, mas achamos que valeu a pena. As botas de ski você aluga lá, porque elas só servem para ski, não dá para andar com elas. Os preços variam das atividades e você encontra aqui.

O que é mais fácil: ski ou snowboard?

Eu tinha mais vontade de aprender a andar de snowboard do que de ski, mas como dizem que é mais fácil aprender a andar de ski do que de snowboard, fomos de ski. A aula de ski é numa área com uma inclinação na montanha bem leve, não é aquela coisa de “descer a montanha enlouquecidamente”.

Depois, se você quiser, sobe para outro estágio da montanha (eles meio que dividem os estágios em nível de dificuldade). Como eu sou medrosa e não estava a fim de pagar para subir e chegar lá e amarelar, fiquei na parte mais baixa mesmo.

O problema é que depois de vários tombos engraçados (sim, a bunda dói), eu resolvi me arriscar um pouco e caí toda desajeitada. O resultado é que saí de lá com o joelho doendo pacas. Por isso, se você vai esquiar, nem que seja de brincadeira, por um dia, tente praticar exercícios pelo menos um mês antes de ir, porque lá o seu corpo vai agradecer. Eu estava sedentária há anos e não aguentei tanta agitação.

Aliás, eu acabei tendo que usar o seguro de viagem por causa dessa queda, como conto aqui.

Como é fazer snowboard

Meu irmão aprendeu a fazer snowboard no Cerro Catedral e comprou uma aula lá. Ele conta que depois da aula, e também de muitas quedas, a bunda já estava doendo horrores, e foi descer a montanha pela primeira vez, pelo caminho da ‘Princesa 1’.

Tem partes muito difíceis, fica muito tempo plano e ou fica parado, ou ganha velocidade e acaba caindo. E nessa parte costuma ter gente caída, muita criança, muita gente de esqui. Quando não dá pra desviar, é melhor se jogar no chão”, contou meu irmão. “Quase atropelei umas criancinhas algumas vezes… Quanto menos se sabe, mais você se cansa, porque fica mais tempo parando, caindo, levantando”, disse ele.

No segundo dia fazendo snow, ele disse que já estava um pouco melhor.

“A aula tinha sido muito eficiente, mas descobri novas maneira de cair que nem sabia que existiam… Neve dura (praticamente gelo): é difícil de parar e se cair dói muito. Neve macia: fácil de manobrar, fácil de ter controle, cai e praticamente não dói (inclusive dando cambalhota). Neve alta: dá pra manobrar, mas tem que tomar cuidado para a ponta não afundar. Se cair, não dói nada, independente da quantidade de giros que você der, mas pra levantar é difícil”, disse.

Punta Nevada

Em um dos dias na viagem do meu irmão, ele resolveu ir para uma pista do Cerro Catedral que se chama Punta Nevada, um dos picos da montanha, a quase 2 mil metros de altitude. “Muito bom pra aprender, neve macia ou alta. Era só evitar a neve alta e ficar descendo a primeira parte da montanha até o próximo teleférico”.

Dica: agende a sua aula assim que chegar ao Cerro, pois se deixar para agendar muito tarde, pode não ter mais horário disponível.

o que fazer em Bariloche snowboard

Snowboard no Cerro Catedral.

7 – Esquibunda

Quer um passeio para sua lista de o que fazer em Bariloche praticamente sem contraindicação? É o esquibunda, um passeio em Bariloche super divertido.

Você vai vestido como se fosse esquiar, mas desce um trecho de uma montanha de neve sentado, segurando uma pequena prancha. A descida não é tão rápida, mas é super gostosa. Tem criança, adulto, todo mundo junto. Só não é bom, óbvio, para grávidas. No final do passeio, dá tempo para curtir a neve igual criança, fazendo guerra de neve ou bonecos.

8 – Caminhada na neve

Um passeio incrível que super recomendo e não pode faltar na sua lista de o que fazer em Bariloche, na Argentina, é a caminhada na neve virgem (sem traços de pedestres anteriores), com umas plaquetonas de madeira presas aos pés, realizada no Cerro Otto. E com a companhia de cachorros! Descobrimos o passeio na agência de viagens que nos recepcionou quando estivemos na cidade.

Dois guias nos pegaram no hotel num carro 4×4 e nos levaram para um chalé de madeira no alto do Cerro Otto. Éramos só eu e minha mãe, passeio mais exclusivo que isso não existe. Lá, tomamos um chocolate quente e nos espantamos com a quantidade de neve, quase 1 metro de altura de neve fofa. É que tinha rolado uma nevasca na véspera da nossa chegada.

O passeio consiste em você caminhar com as tais plaquetas nos pés e com umas “bengalas” nas mãos (tipo andarilho, para ajudar a andar) pelo cume da montanha até o restaurante giratório do Cerro Otto, na companhia dos guias e de dois cachorros. É maravilhoso.

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Caminhando na neve rumo ao Cerro Otto.

9 – Passeio de barco pelo Lago Nahuel Huapi – Puerto Blest

Fazer este passeio de barco em Bariloche no inverno foi bonito, mas se revelou chatésimo. O barco saía do porto em frente ao Hotel Llao Llao e seguia pelo braço Blest, o braço mais importante do lago Nahuel Huapi. Nós passamos pela ilha da Centinela e também pela cachoeira Los Cantaros.

Tinha uma parte fechada, onde passamos a maior parte do tempo, porque o frio + o vento da parte aberta do barco faziam qualquer ser humano empedrar.

Para você ter uma ideia, para tirar uma foto lá da parte aberta do barco, eu tirava as luvas de esqui (sim, as de esqui, porque as de lã, só, não estavam sendo suficientes para o frio) por três segundos para bater a foto o mais rápido que eu conseguisse.

E por que o passeio, que dura meio dia, é chato? Porque foi meio tediante. Com o frio absurdo, a gente só conseguia ficar poucos minutos lá fora. E dentro do barco não tem mais nada pra fazer.

O barco para num restaurante numa outra ponta do lago para refeição (não incluída, com pouca variedade e cara) e para os turistas verem a Cascata dos Cântaros congelada. A cachoeira é bonita, mas não é uma Brastemp. E a vista do lago você pode ter do Centro da cidade, sem ter que entrar em barco, porque o Nahel Huapi margeia a cidade.

Ah, vale dizer que este passeio é a primeira parte do Cruce de Lagos ou Cruce Andino, um tour de 1 ou mais dias que liga Bariloche, na Argentina, a Puerto Varas, no Chile.

passeio barco nahuel huapi bariloche

Vista do passeio de barco pelo Nahuel Huapi. Foto: Marcelle Ribeiro.

9 – Vila La Angostura

A cidade Vila La Angostura fica a aproximadamente 80km de Bariloche. Como é pequena, vale muito um bate e volta. Por lá, o legal é ver as construções alpinas e os lagos, além de praia. A cidade é bem charmosa, com vales, restaurantes, feirinha… Tem até trilha para cachoeira e ainda uma estação de esqui, Cerro Bayo.

Dá para ir de carro ou mesmo de ônibus. Ou ainda num passeio de um dia desde Bariloche que se cama San Martín de los Andes e Sete Lagos, em que você vê diversos lagos.  Se for alugar um carro, a gente recomenda o portal Rentcars, em que dá para comparar diversas locadoras e reservar online. É o que usamos nas nossas viagens.

10 – Cerro Tronador

Montanha mais alta no Parque Nacional Nahuel Huapi, com 3450 metros de altura, o Cerro Tronador é uma boa dica de passeio em Bariloche. Ele tem 3 picos no seu cume – um chileno, um internacional e um argentino. No tour, você pode admirar a Geleira Manso ou a Montanha de Neve Negro, que dão origem ao rio Manso Superior, além de florestas, cachoeiras e lagos.

O nome Tronador vem do ruído impressionante que ocorre nos grandes desmoronamentos de gelo.

Há várias excursões de um dia para o Cerro Tronador a partir de Bariloche.

11 – Passeio de barco para Isla Victoria e Parque Los Arrayanes

O passeio começa com uma caminhada no Parque Nacional Los Arrayanes, com seu bosque e casa de chá. Em seguida, você pega um catamarã para a Bahia Anchorena. Chegando a Puerto Anchorena, você pode caminhar por uma rota histórica ou ainda para Piedras Blancas, em uma trilha de 8 km.

Além disso, também dá para visitar a Playa del Toro, para conferir pinturas rupestres.

O que fazer em Bariloche à noite

vários tipos de passeios em Bariloche à noite. Uma opção é aproveitar os para jantar em um bom restaurante.

Para os mais aventureiros há passeios para andar de quadriciclo na neve em bosques do Cerro Otto (Noite Nórdica). Na maioria deles está incluso também um jantar, com pratos típicos locais.

Os menos radicais – ou os que estão com crianças – podem optar pela caminhada seguida de jantar à luz de velas com música ao vivo (Montanha e Tango). Todos sempre com agências que oferecem o serviço, com toda a segurança necessária.

E se quiser arriscar algum dinheiro ou só se divertir vendo pessoas jogarem, tem também o Cassino de Bariloche, que fica no centrinho.

Roteiro Bariloche no inverno – 3, 4, 5 e 6 dias

O inverno é o período de altíssima temporada em Bariloche – fim de junho, julho, agosto e começo de setembro, sendo os dois meses do meio os mais procurados. A listinha de o que fazer em Bariloche no inverno é extensa: além dos pontos turísticos, ainda dá para conhecer a neve e praticar esportes de inverno, como esqui e snowboard. Todas as atividades listadas podem ser feitas no inverno.

Roteiro Bariloche – 3 dias no inverno

Com 3 dias inteiros no inverno, o meu roteiro em Bariloche seria assim:

Dia 1 – Circuito Chico pela manhã (inclui Cerro Campanário) e à tarde eu conheceria as atrações do centrinho, com direito a um chá da tarde no hotel Llao Llao.

Dia 2 – Caminhada na neve para o Cerro Otto, onde eu aproveitaria para descer de esquibunda e tomar café no restaurante giratório.

Dia 3 – Dia de ir ao Cerro Catedral para fazer ski ou snowboard.

Roteiro Bariloche – 4 dias no inverno

Com 4 dias, eu faria o mesmo roteiro acima, de 3 dias, e acrescentaria um passeio de dia inteiro ao Cerro Tronador.

Roteiro Bariloche – 5 dias no inverno

Com 5 dias, eu acrescentaria um bate-volta à vizinha Vila La Angostura, localizada a aproximadamente 80km de Bariloche. Como a cidade é pequena, vale muito um bate e volta. E dá para conhecer  a estação de esqui Cerro Bayo.

Roteiro Bariloche – 6 dias no inverno

Se eu tivesse 6 dias eu acrescentaria um passeio de barco para Isla Victoria e Parque Los Arrayanes.

esqui cerro catedral o que fazer em Bariloche

Tentando esquiar no Cerro Catedral. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Roteiro Bariloche no verão, primavera ou outono – 3, 4 e 5 dias

Assim como o inverno, o verão em Bariloche (fim de dezembro, janeiro, fevereiro e começo de março) é considerado alta temporada – mesmo tendo um número de visitantes menor que no período do frio. O período do Carnaval é uma das épocas em que costuma lotar, principalmente de brasileiros, que aproveitam o feriadão.

As atividades ao ar livre nas praias e montanhas são o ponto alto da estação, que tem poucas chuvas e temperaturas acima dos 20 graus – ainda assim é recomendável levar um agasalho, pois pode esfriar à noite.

Nem tão quente, nem com frio intenso, a primavera em Bariloche começa no fim de setembro, passa por outubro, novembro e começo de dezembro. Tem temperaturas que podem variar entre 10 e até 20 graus. No outono também. Nestas duas estações, a listinha de o que fazer em Bariloche é a mesma que a do verão.

Roteiro Bariloche – 3 dias no verão, primavera ou outono

Dia 1 – Circuito Chico pela manhã (inclui Cerro Campanário) e à tarde eu conheceria as atrações do centrinho, com direito a uma passada na Galeria do Sol. Tomaria um chá da tarde no hotel Llao Llao.

Dia 2 – Bate-volta à vizinha Vila La Angostura.

Dia 3 – Bate-volta ao Cerro Tronador.

Roteiro Bariloche – 4 dias no verão, primavera ou outono

Com quatro dias, eu incluiria um passeio de barco para Isla Victoria e Parque Los Arrayanes ao roteiro de três dias.

Roteiro Bariloche – 5 dias no verão, primavera ou outono

Com cinco dias, eu incluiria algum esporte de aventura, como um passeio de caiaque no Lago Moreno, ou de veleiro. Ou até mesmo uma cavalgada.

Como se locomover em Bariloche

Bariloche tem ônibus. Eu usei para ir do centrinho até o melhor hotel de Bariloche, o Llao Llao, para tomar o melhor chá da tarde da cidade. Eles eram bem feinhos, mas foi um trajeto rápido.

Também há ônibus para ir ao Cerro Catedral, por exemplo. Eles saem com hora marcada. E se você entrar no ônibus sem dinheiro trocado, o cobrador vai te fazer descer para trocar. Além disso, para voltar do Cerro Catedral para o hotel, sempre tem fila no ponto de ônibus. Então, além de esperar muito tempo, certamente não haverá lugar para sentar.

Outra opção é o serviço de “remises”, que são carros particulares com preços tabelados por lugar. São regulamentados, mas não são identificados, como um táxi.

Você pode, ainda, alugar um carro, o que certamente ajuda na locomoção e torna todos os deslocamentos muito mais flexíveis não só pela cidade, mas por mais lugares da região.

Para ir do aeroporto, que fica a 13km, ao centrinho, você pode pegar um remis, um táxi ou um transfer compartilhado.

Moeda em Bariloche

A moeda usada por lá é o peso argentino. Mas comprar pesos no Brasil para levar não é boa ideia, pois além de ser difícil de achar pesos argentinos aqui, a cotação nunca é boa.

É possível trocar reais e dólares por pesos em Bariloche, no centro da cidade ou até mesmo dentro do mini shopping que tem dentro do Cerro Catedral. Trocar na estação de esqui pode ser uma boa alternativa para quem chega no final de semana, por exemplo, quando casas de câmbio da cidade podem estar fechadas.

A grande vantagem de se andar com dinheiro em Bariloche é que muitos lugares (lojas e boates) davam descontos para pagamentos a vista, em dinheiro.

Onde se hospedar em Bariloche

A melhor região para se hospedar é no centrinho, que tem mais comércio e serviços próximos. Para quem pretende esquiar com mais frequência, ficar perto da base do Cerro Catedral pode ser uma boa escolha também.

Meu irmão ficou hospedado em um hostel (albergue), o Marco Polo Inn. Segundo ele, é bonzinho, nada de mais, não tem aquele café da manhã… Mas tem chocolate quente e torrada com doce de leite. Endereço: Calle Salta, 422, perto do Centro Cívico.

Conclusão

Em conclusão, há muito o que fazer em Bariloche – certamente um dos lugares mais baratos para brasileiros que querem ver neve e que vale muito a pena conhecer, por todas as suas belezas naturais! E você, tem outras dicas de passeios em Bariloche?

 

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Comentários

  1. Anonymous
    25 mar 2011

    Concordo plenamente que você não é ninguém sem uma roupa de neve no inverno de bariloche. Eu usava ela até pra sair pra jantar. rsrsrs.

    Dica de Hotel: fiquei no Nevada, a localização é super central (perto da Mamuska) e o hotel é bem confortável e quentinho.

    Camille

  2. Costa Sul
    27 nov 2012

    Boa noite,
    Gostei muito do seu blog e suas dicas sobre a viagem para Bariloche.
    Estou me programando para minha lua de mel em Bariloche, só que sou leigo neste assunto.
    Voce poderia me dar alguma dicas, alem dessas que vc ja colocou no Blog.
    Pretendo sair de Florianopolis no dia 18/08/2013 e retorna no dia 25/08/2013.
    Nesse periodo pensei em ficar numa cabana, achei lindo.
    Bem, voce teria alguma agencia para indicar?lugares não muito caros tambem?

    Fico no aguardo de seu contato.
    Eu e minha noiva estamos anciosos por esta viagem.

    Obrigado.

  3. 02 dez 2012

    Olá, Costa Sul,
    Infelizmente não sei como alugar cabanas em Bariloche. Mas a cidade tem ótimos hotéis, alguns de alto padrão. O Llao Llao é um que é super bem cotado, e tem uma vista lindíssima para o lago. Dê uma olhada: http://bit.ly/2MFQqUs

    Infelizmente não me lembro o nome da agência de Bariloche com a qual contratamos os passeios.

    Desculpe não poder ajudar tanto.
    Abs,
    Marcelle

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