Trilhas no Rio de Janeiro: Pedra do Telégrafo e praias selvagens

postado por Marcelle Ribeiro em 09/09/2017 - Atualizado em: 12/11/2017
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Praias de Barra de Guaratiba e Lagoas. Foto: Marcelle Ribeiro.

Há tantas opções de trilhas no Rio de Janeiro que é difícil desbravar todas. A cidade maravilhosa tem montanhas que proporcionam vistas incríveis, espalhadas por todos os cantos. Eu já moro aqui há mais de 20 anos e ainda tenho muitas a conhecer. Nesse ano fiz uma aventura super bacana no bairro de Barra de Guaratiba, no extremo da zona oeste da cidade (bem depois da Barra da Tijuca). Num dia ensolarado, fui com minha irmã e amigas para a Pedra do Telégrafo e depois para praias selvagens da região. O dia terminou com um almoço tardio em um ótimo restaurante de peixe, já que o bairro tem muitos pescadores e bons locais para comer!

A primeira dica é: acorde bem cedo, para começar a trilha às 8h no máximo. É que a Pedra do Telégrafo é famosa porque dela dá para tirar fotos em que as pessoas “enganam” direitinho que estão se jogando lá do alto. O resultado disso é que tem fila (!!!) na pedra para tirar foto da pontinha dela em que essa ilusão de ótica é possível.

Pedra do Telégrafo, em Barra de Guaratiba. Foto: Marcelle Ribeiro.

Nós até acordamos super cedo, mas nos perdemos um pouco para chegar lá. Meu grupo decidiu estacionar o carro num ponto já no meio da ladeira que dá acesso à trilha e até encontrarmos o estacionamento desejado, demorou um pouco. Ok, nos poupou alguns km de subida sem graça pela ladeira. Mas por outro lado fez a gente demorar mais para chegar lá.

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Se eu fosse novamente, deixaria o carro nos estacionamentos lá de baixo, perto da praça mesmo. Mais fácil. Até porque, para parar onde nós paramos, a subida é super íngreme, e foram momentos tensos sem saber se o carro conseguiria subir. Achar os estacionamentos de baixo é fácil, você vai ver um monte de gente e placa na rua anunciando.

Para encontrar o início da trilha, vá para a Praia Grande, em Barra de Guaratiba, e pergunte nas ruas de casinhas simples, ou observe um fluxo de gente com “roupa de trilha”. Uma vez na trilha, ela é bem sinalizada, com placas. Você tem 2 opções na trilha: seguir as placas para a Pedra do Telégrafo ou para as praias (são várias). Nós primeiro subimos para a Pedra. Levamos entre 1h e 1h30 até lá, numa caminhada que teve vários momentos de subida obviamente, de esforço médio. Eu, que sou semi-sedentária, dei conta numa boa. A trilha é limpa, sem muitas pedras e não foi preciso usar as mãos. Boa parte dela é coberta, então o sol não incomodou muito.

Trilha para a Pedra do Telégrafo. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Chegando lá, já havia umas 50 pessoas esperando para tirar a tal foto “brincando” de pular da pedra. A espera, pelo que apurei, passava de 1h. Para vocês terem uma ideia, tem até um fotógrafo que fica o dia inteiro lá, tirando fotos das pessoas (2 por 10 reais), imprimindo na hora, com direito a equipamento profissional e tudo. O cara sabe todas as poses legais e divertidas de fazer e boa parte das pessoas estava contratando ele.

Fila para tirar foto na Pedra do Telégrafo. Foto: Marcelle Ribeiro.

Do alto da Pedra do Telégrafo. Foto: Marcelle Ribeiro.

A gente não teve saco de esperar. Vi que a outra ponta da pedra, em que não é possível fazer a brincadeira, estava com 2 ou 3 pessoas apenas, terminando de tirar fotos. A vista dali é incrível e foi ali que fizemos boa parte dos nossos registros.

Olha o visual na outra ponta da Pedra do Telégrafo! Foto: Ticianne Ribeiro.

Fotos tiradas, descemos de volta a mesma trilha. Mas invés de descer tudo para ir embora, optamos por ir a uma das praias selvagens da região, a do Meio, que nos disseram que era a menos remota. Éramos apenas mulheres e achamos mais prudente ir para uma praia menos isolada. O que não quer dizer que ela era cheia: além de nós, só vimos umas 10 pessoas no tempo que passamos lá.

Da Pedra do Telégrafo até a Praia do Meio levamos cerca de 1h30 de caminhada. A trilha é em parte de descida e em parte plana. Super tranquila. No caminho encontramos com dois grupos grandes de pessoas, inclusive com guia.

A praia do Meio é linda demais! Areia branquinha, Mata Atlântica em volta, um mar forte, mas possível de tomar banho. Puxa bastante, é verdade, mas mesmo assim deu para tomar banho sem nenhum percalço. Não tinha nenhum vendedor de nada, um silêncio incrível. E ainda achamos um pedacinho em que a mata fazia sombra na areia, o guarda-sol nem fez tanta falta.

Praia do Meio, Barra de Guaratiba. Foto: Marcelle Ribeiro.

Praia do Meio, Barra de Guaratiba. Foto: Marcelle Ribeiro.

 

Da praia do Meio para o estacionamento caminhamos cerca de 1h30.

Para encerrar o dia, fomos almoçar no restaurante Tia Penha. Especializado em peixes, como os demais da região. É enorme, até ajeitadinho, com banheiro limpinho, e ventiladores. A comida é bem gostosa, mas não espere preços baratinhos. O mais em conta é o PF de peixe frito com feijão, arroz e salada, que estava uns R$ 35. Pedimos pastéis de entrada e depois um peixe com molho de camarão, que serve 3 a 4 pessoas e a conta ficou uns R$ 60 a R$ 70 por pessoa.

O restaurante fica na Estrada Burle Marx, 10.815, em Barra de Guaratiba. Fica aberto de terça a domingo, de 11h às 17h30.

Restaurante da Tia Penha, em Barra de Guaratiba. Foto: Marcelle Ribeiro.

Restaurante da Tia Penha, em Barra de Guaratiba. Foto: Marcelle Ribeiro.

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Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

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