11 dicas para mulheres que querem viajar sozinhas

postado por Marcelle Ribeiro em 10/12/2015 - Atualizado em: 12/11/2017
Compartilhar este artigo:

Sempre tive receio de viajar sozinha, até que no início de 2014 me vi com feriados de folga e sem companhia. O maridão estava trabalhando e não podia me acompanhar. As amigas e a família também não. Como o bichinho “viajador” não me deixa ficar em casa, resolvi que ia sozinha mesmo. E de lá para cá já fiz várias viagens sozinhas: Foz do Iguaçu (PR), Belém (PA) e Califórnia (EUA). E estou planejando um mês inteiro de férias para 2016 nesse mesmo esquema. Por isso, resolvi deixar dicas para vocês sobre esse assunto.

 

1 – Escolha um lugar onde vá se sentir segura

Em Belém (PA), vários lugares que eu achava que daria para conhecer a pé não eram muito seguros, como me disseram moradores de lá. Se eu estivesse acompanhada, teria percorrido esses trajetos a pé. Mas como o índice de violência lá não é baixo e eu estava sozinha, acabei preferindo pegar táxi. O resultado é que acabei gastando mais na viagem do que eu havia inicialmente previsto.

Além disso, é sempre bom evitar lugares onde a companhia de uma mulher sozinha não seja vista como algo normal. Mesmo no Brasil, não chega a ser muito comum e muitas pessoas estranham o fato de nós viajarmos sozinhas. Mas em alguns países isso é ainda mais esquisito: as pessoas olham torto e podem querer se aproveitar de você. Eu não iria sozinha, por exemplo, para países árabes ou alguns da América do Sul.

 

2 – Hostels são uma boa ideia

A pior parte de viajar sozinha, para mim, não é estar sem companhia. São os custos! É raríssimo um hotel ter um preço mais barato para quarto para 1 pessoa apenas. Por isso, os hostels (albergues) são uma ótima opção. Dividindo o quarto, você paga um preço justo. Eu prefiro quartos com, no máximo, 6 pessoas e exclusivamente para mulheres. Em Foz do Iguaçu e na Califórnia, dividi quarto com outras meninas e foi super tranquilo. Até saí para lanchar com uma delas em uma noite.

Mas nem todas as cidades turísticas têm hostels. Em Belém, por exemplo, até havia um, mas era muito ruim e preferi ficar num hotel mesmo (em um quarto duplo).

Além disso, hospedando-se em um hostel, você terá mais chances de socializar, de conhecer pessoas, de bater papo no café ou até de achar alguém para rachar aquele carro que você pensou em alugar por um dia.

 

3 – Na hora de dormir, não custa ser precavida

Por mais que as pessoas com quem você está dividindo quarto no hostel pareçam simpáticas, dormir em um quarto compartilhado requer cuidados. Eu sempre trancava todas as minhas coisas no armário e guardava a chave dentro da fronha do meu travesseiro. Assim, tinha certeza que ninguém ia levar nada. Claro, o celular ficava de fora, porque é o meu despertador. Mas para isso, não tinha jeito. Na hora de ir ao banheiro, eu também sempre tranco tudo e levo a chave comigo. Seguro morreu de velho!

 

4 – Prefira lugares onde o transporte público seja farto

Cidades em que há ônibus ou metrô farto te farão gastar menos táxi. Sem ninguém para rachar táxi, esse tipo de transporte pode encarecer bastante uma viagem. Alugar carro, então, nem pensar. No exterior, muitas vezes pode valer a pena pegar transfers ou shuttles para ir ao aeroporto, ainda mais se você estiver com mais malas do que consegue carregar.

 

Shuttle pode ser uma boa saída para ir ao aeroporto. Foto: Marcelle Ribeiro

Shuttle pode ser uma boa saída para ir ao aeroporto. Foto: Marcelle Ribeiro

5 – Pegue leve nas malas

Eu odeio fazer as malas, mas confesso que nunca aprendi táticas de levar menos roupas porque sempre tive meu marido para me ajudar a carregar a minha tralha! rsrsrs

Quando viajo sozinha, tento viajar mais “leve”, pois a coluna e os braços reclamam de tanto peso!

A compra de lembrancinhas para os familiares também acaba sendo limitada, porque significa mais peso.

 

6 – Não exagere na bebida

Aí você foi para uma festa, estava super animada, todo mundo bebendo, mas você de repente se toca que provavelmente vai ter que  voltar sozinha para casa. De metrô. Tarde da noite. Em outro país. Aconteceu comigo em San Francisco. É chato, mas é melhor estar bem para se virar sozinha do que correr riscos de se expor, principalmente em um lugar completamente desconhecido. Beba com moderação.

IMG_3909

7 – Prefira restaurantes com pratos individuais

No Sudeste e no Sul é comum os restaurantes servirem refeições individuais. No Nordeste, no entanto, vários deles só servem porções para dois. Sem ninguém para dividir, ou você vai pagar o dobro do que comer ou vai acabar desistindo de comer o que quer para não gastar demais.

Mesmo os pratos individuais vêm bem servidos. Foto: Marcelle Ribeiro

Mesmo os pratos individuais vêm bem servidos. Foto: Marcelle Ribeiro

 

8 – Evite destinos românticos ou “família” demais

Por mais que as ilhas gregas tenham hostels, e por mais bem resolvida que você seja, eu não aconselho você ir para lá sozinha. Destinos românticos provavelmente vão te deixar melancólica, seja você solteira ou não. Além disso, é menor a chance de você conhecer pessoas novas para interagir.

 

9 -Avise à família onde você está

Não precisa dizer toda hora “Cheguei no restaurante X”, ou “Estou saindo da praia Y”. Mas mande mensagens para sua família dizendo que está tudo bem (eles certamente estarão um pouco preocupados pelo simples fato de você ter ido desacompanhada), que você chegou no hotel bem, que amanhã está indo embora para a cidade tal. Brasileiros costumam fazer isso quando viajam para o exterior mesmo quando estão em grupo, né? Sozinha, você deve fazer isso mesmo no Brasil. Não custa deixar quem a gente ama tranquilo. E, vai que deus-me-livre-e-guarde acontece alguma coisa: eles saberão onde te encontrar.

 

10 – Excursões em grupo podem ser uma boa alternativa

Quer ir às vinícolas da cidade vizinha, mas não quer alugar carro? Procure uma agência de viagens local e se encaixe em algum passeio em grupo. Assim você não tem trabalho nenhum e interage com outras pessoas.

Destinos de ecoturismo são ótimos para isso, pois muitas vezes eles só podem ser conhecidos com a companha de guias.

Porém, saiba que alguns desses destinos podem ficar mais caros para você por estar sozinha. Um exemplo é a Chapada dos Veadeiros (GO), onde cogitei ir sozinha, mas preferi viajar acompanhada. O transfer de Brasília até a Chapada por agência ia ficar caríssimo e eu gastei bem menos quando fui pelo simples fato de ter com quem rachar o aluguel do carro. Na Chapada dos Veadeiros, as agências de turismo não ofereciam passeios para alguns lugares que eu queria conhecer e que eu pude visitar porque fui de carro. Além disso, lá, vários passeios podiam ser feitos sem guia. Se eu tivesse ido sozinha, acabaria pagando para ir com um guia pelo simples fato de estar sozinha.

 

11 – Abstraia a sua presença em fotos

Fotografe os lugares lindos e incríveis que você vai visitar. Não se prenda muito ao desejo de aparecer em suas próprias fotos. Eu não curto pau de selfie, então nem tenho. De vez em quando, peço para um estranho tirar fotografias minhas nos lugares em que vou turistar, mas sempre sem muitas expectativas. A maioria não fica legal.

Sozinha em Foz: difícil acertarem a foto.

Sozinha em Foz do Iguaçu: difícil acertarem a foto. Foto: Turista anônimo

Ao reservar o seu carro pelo portal Rentcars por esse link, você compara preços de várias locadoras, consegue descontos e colabora com o Viciada em Viajar.

Compartilhar este artigo:
Publicado por Marcelle Ribeiro

Jornalista, baiana, mas há mais de 20 anos moradora do Rio de Janeiro. Nos seus mais de 30 anos de vida, já viajou sozinha e acompanhada. Casada com o Guilherme, petlover e viciada em pesquisar novos destinos.

Comentários

  1. Vitória
    03 fev 2016

    Gostei muito das dicas. Estou pensando em viajar sozinha em julho e esse post me passou bastante confiança!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *