Rio: Três dicas de points grátis para ouvir música e beber

postado por Marcelle Ribeiro e atualizado em: 17/02/2016
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Viajar não é sair da sua cidade. Viajar é também conhecer a sua própria cidade. Ou vai dizer que você conhece todos os pontos turísticos ou não turísticos (mas bacanérrimos) da sua cidade? Vai dizer que você não tem a sua lista de “lugares que eu preciso conhecer aqui mesmo”. Eu aprendi a desbravar a cidade em que morava quando vivia em São Paulo. Sem praia (meu programa óbvio e obrigatório de todo fim de semana de sol), me senti compelida a visitar as feirinhas que via nos jornais, os museus diferentes, os parques, os bares e restaurante sobre os quais lia de vez em quando.

Voltei a morar no Rio de Janeiro há quase um ano. E desde então, com mais tempo do que as visitas mensais que fazia à cidade maravilhosa quando eu morava em São Paulo, me permiti conhecer novos cantos, sem preconceito. Tenho até adiado a ida à praia para dar um pulinho antes em uma feira com som de chorinho. Tenho surpreendido o maridão com convites em cima da hora pra ir a uma casa de um samba onde há séculos planejava ir. Tenho marcado um chope com a prima-cobaia-baiana em lugares que não conheço, mas que estão na minha “wishlist”. Tenho arriscado programas que eu sempre achei “coisa de gente muito mais descolada do que eu”. E sabe o resultado? Estou adorando viajar na minha própria cidade. Eu sou baiana, é verdade, mas carioca de coração (e agora, com crachá de carioca, como diz uma amiga querida).

De vez em quando arrumo uma amiga ou irmã que também está doida para conhecer o “Rio além da praia”. Tenho feito cada vez mais trilhas, embalada pelo desejo de unir exercício físico a uma experiência diferente (e também pela companhia de uma irmã que decidiu que vai fazer uma trilha diferente por final de semana). E cada vez escuto mais “me chama também da próxima vez” dos amigos.

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Todo esse “nariz de cera” (“enrolação”, na língua dos jornalistas) é para dizer a vocês que vou dar agora dicas de três lugares que conheci e que, sob uma análise de turista “doido pra ticar pontos turísticos da lista”, nem são obrigatórios. Mas que revelam muito da alma carioca. E conheci todos os três nesses últimos meses. Não são points exatamente novos, já saíram nos jornais há séculos. Mas eu decidi “viajar na minha própria cidade” e matei a vontade de finalmente conhecê-los. E como curti, passei aqui pra dar as dicas pra vocês. Vamos a eles?

 

1 – Choro na Praça da General Glicério

 

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Pra quem curte um chorinho e adora um programa 0800 (grátis), a música ao vivo que rola bem no início de tarde dos sábados na Rua General Glicério, em Laranjeiras, já no final da feira, é um ótimo programa. A feira em si não tem nada demais: tem barracas de frutas, verduras, carne (!!), pastel e uma meia dúzia de barracas de artesanato sem graça. Por volta das 12h30, os músicos começam a chegar e tocam a partir das 13h, debaixo de um toldo em um círculo. Os moradores da região vão para lá curtir a música e tomar um cerveja. Dois “feirantes” aproveitam o movimento para vender, em caprichadas barracas, cervejas importadas e caipirinha, tudo geladinho. Há uns poucos bancos, que ficam quentes com o sol. O petisco pode ser pastel ou os bolinhos da barraca ali do lado. Não fica cheio (umas 20 pessoas estavam ali aproveitando a música no sábado quente e de sol que eu fui). Tem até quem leve criança em carrinho de bebê e cachorro. Eu curti, mas como cheguei cedo demais, fiquei muito tempo esperando e acabei aproveitando a música só por uns 30 minutos (porque depois eu “tinha” que ir à praia).

Choro na Praça São Salvador . Foto: Marcelle Ribeiro

Choro na Praça São Salvador . Foto: Marcelle Ribeiro

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Choro na Rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio. Foto: Marcelle Ribeiro

 

2 – Mureta da Urca

 

Uma mureta de pedra para você sentar, beber a cerveja que você mesmo trouxe no isoporzinho ou que comprou no boteco em frente, ver a vista da Baía de Guanabara e seus barcos e bater papo ao ar livre. Esse é o clima da “mureta da Urca”, que virou point da zona sul do Rio um tempo atrás e permanece uma boa dica de programa “descolado”. Pra quem não sabe, a Urca é um dos bairros mais tranquilos da zona sul, residencial e com vila e instalações militares. O trecho da “mureta” que separa a pista da Baía e que atrai muitos jovens é o que fica em frente ao Bar Urca (Rua Cândido Gaffree, 205, Urca). A galera compra salgadinhos, cerveja e caipirinha no bar (que na parte térrea é um boteco messssmo, bem cara de pé-sujo, mas no andar de cima é restaurante), e leva para comer e beber na mureta. Mas achei os preços meio salgados. Quando eu fui, já era noite, mas quero voltar lá um dia para ver o pôr do sol, que dizem que é lindo ali. Não fica lotado não, e tem espaço pra todo mundo sentar.

Bar Urca, no Rio de Janeiro. Foto: Marcelle Ribeiro

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A galera na mureta da Urca. Foto: Marcelle Ribeiro

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Bebendo e petiscando na mureta da Urca. Foto: Marcelle Ribeiro

 

3 – Chope na Praça São Salvador

 

O Rio tem desses mistérios: um belo dia ser jovem e descolado passa, necessariamente, por tomar cerveja em pé na praça São Salvador, que fica na divisa dos bairros de Laranjeiras, Flamengo e Largo do Machado. A praça fica cheia à noite, principalmente a partir de quinta-feira. Tem gente que leva sua cerveja no isoporzinho, pra economizar. Alguns ficam sentados nos bancos, mas a maioria fica em pé mesmo, no meio da praça. O lugar virou point de paquera. Eu confesso que não curto esse programa de beber em pé e fiquei sentadinha em um dos pouco bares que ficam na praça, a Casa Brasil (Rua Senador Correia, 33). Pedimos uma chapa de carne (sabor mais ou menos, meio sem sal), caipirinhas e ficamos tentando entender a razão de a praça ter virado point. Quero voltar lá para ouvir a banda de choro que toca de graça todos os domingos no final da manhã.

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A varandinha da Casa Brasil, na Praça São Salvador. Foto: Marcelle Ribeiro

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Praça São Salvador, com bares ao fundo. Foto: Marcelle Ribeiro

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Praça São Salvador. Foto: Marcelle Ribeiro

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